Dossiê 03

A Desconhecida do Quarto 14

Antes de descobrir quem a matou, você precisa descobrir quem ela era.

Capa do dossiê A Desconhecida do Quarto 14

O caso

Abril de 2003. Um motel de oitenta e quatro dólares por semana na costa do Golfo, na Flórida, daqueles que aceitam dinheiro vivo e não perguntam nomes. Uma mulher se registra como “K. Miller”, vai ao mercado comprar tintura de cabelo, escreve num caderninho e quase não fala com ninguém. Dez dias depois, a camareira abre o quarto 14 e a encontra no chão.

Sem bolsa. Sem carro. Sem nenhum documento de identidade. O dinheiro continua em cima da cômoda. Um estojo de plástico para disquetes está vazio. Durante um ano, o gabinete do xerife a investiga como uma “Jane Doe”, como a polícia americana chama as mulheres sem identificação: divulga um retrato falado e um odontograma, verifica dois boletins de pessoa desaparecida e depois arquiva o caso como inativo.

Dezesseis anos depois, um detetive aposentado da Geórgia envia ao estado da Flórida um boletim de pessoa desaparecida com um bilhete: “Acho que essa é a sua desconhecida.” Agora os dois dossiês estão nas suas mãos. Ninguém os comparou ainda.

Duas perguntas, nesta ordem. Quem ela era? E quem a matou?

O que tem no dossiê

Os suspeitos

Seis pessoas, divididas entre as duas investigações, na Flórida e na Geórgia:

O que torna o caso difícil

A Desconhecida do Quarto 14 tem dificuldade 4 de 5, e o motivo está na estrutura, não em alguma pegadinha. A maioria dos dossiês começa com um nome. Este começa sem nenhum, então metade do trabalho é identificar a vítima por meio de duas investigações, em dois estados, que nunca conversaram entre si. Só quando você sabe quem ela era é que a pergunta sobre quem a matou começa a fazer sentido.

Conte com umas três horas e uma folha de papel grande. É um dossiê muito recompensador para um leitor paciente, e excelente para duas pessoas que gostam de dividir a leitura (uma fica com os documentos da Flórida e a outra com os da Geórgia) antes de comparar anotações. Grupos maiores aproveitam mais numa sala, onde cada um vê o que os outros já abriram. Se você nunca jogou, experimente antes o caso grátis do Bluebird; este parte do princípio de que você já fechou um caso.

O que você precisa decidir

Aponte o assassino. Para isso, você vai ter de identificar a vítima a partir de dois dossiês que nunca foram comparados. Cada conclusão da solução se apoia em pelo menos dois documentos. Não há nenhuma dica em lugar nenhum deste site.

Contém descrições de estrangulamento, crimes financeiros e uma investigação de desaparecimento. Recomendado a partir de 14 anos. Todas as pessoas e todos os fatos são fictícios.

Outros casos

Ainda em dúvida? O primeiro caso, Saideira no Bluebird, é grátis e funciona do mesmo jeito. Comece por ele ou escolha outro dossiê.

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